TIC's e Educação
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Relatório – Diretórios e Máquinas
Relatório
– Diretórios e Máquinas
O
presente relatório tem como objetivo principal descrever as semelhanças e
diferenças entre alguns Recursos de Pesquisa na Web, tomando como referência as experiências de procura em
Diretórios e Máquinas de Busca.
Em
2009, evidenciou-se 230 milhões de sites na Internet
e, com isso, uma questão foi suscitada: como encontrar a informação que
desejamos, dentro do excesso de material contido na rede? Conhecer os processos
de catalogação de informações na Web
e como podemos aproveitar os recursos oferecidos pelos Diretórios e Máquinas de
busca são necessários para que alcancemos com êxito os resultados esperados.
Os diretórios têm bases de
dados menores, mas que contêm informações mais relevantes, comparadas às máquinas de busca. São também
mais apropriados para buscas por tópicos que sejam de interesse para um grande
número de pessoas, pois é alta a probabilidade que sejam parte da escala
hierárquica.
O
maior de todos os diretórios é o Dmoz,
porém optamos em desenvolver a pesquisa nos diretórios do Google e do Yahoo!. Nem
todos os diretórios são genéricos, visto que alguns são temáticos, cobrindo
áreas específicas, como é o caso do Yahoo!
que oferece a opção de pesquisa por categorias e subcategorias separadas
hierarquicamente e manualmente selecionadas.
Ao
contrário dos diretórios, as Máquinas de Busca não são instituídas manualmente,
nem tampouco seus sites se organizam hierarquicamente, apresentando, portanto,
uma lista única de resultados, permitindo a localização de qualquer tipo de informação, por mais
obscura ou específica, desde que exista na Internet e esteja indexada. O
Google é a máquina de busca mais
utilizada atualmente, com mais de oito bilhões de páginas indexadas na base de
dados, tendo o Cadê? Yahoo! Como seu
maior concorrente.
Esses
dois motores de busca se distinguem pelos aspectos inerentes as respectivas interfaces.
O Google além de fazer uma procura
mais expansiva da palavra-chave, possibilita a visualização de links patrocinados com temas referentes
ao da pesquisa selecionada, aspectos que não foram evidenciados no Cadê? Yahoo!. Para essa constatação,
utilizamos na procura a palavra-chave “EJA”.
O Google não se deteve apenas no
termo registrado, EJA, trouxe, em
destaque, índices com o enunciado “Educação de Jovens e Adultos”, extensão não
atingida pelo seu concorrente que se ateve na palavra registrada.
Em síntese, é importante ressaltar
que, ultimamente, a distinção entre máquinas de busca e diretórios já não é tão
fulgente e que a maioria deles pode ser considerada ferramenta
híbrida. Os diretórios
permitem buscas por palavras-chave em suas categorias, e as máquinas de busca,
por sua vez, têm incluído diretórios em suas páginas principais.
REFERÊNCIAS
CENDÓN, Beatriz Valadares.
Ciência
da Informação/Ferramentas de busca na Web, Vol. 30, Brasília,
2001. Disponível na Web em:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010019652001000100006&script=sci_arttext&tlng=es, acessado em 15/02/2010, às
14 horas.
PONTIFÍCIA
UNIVERSIDADE CATOLICA DO RIO DE JANEIRO - PUC/Rio. Coordenação Central de Educação à
distância – CCEAD. Recursos de Pesquisa na Web. Especialização Tecnologias em
Educação. Maceió, 2010. Disponível em: http://www.proinfo.gov.br.
Pesquisa
na Web:
http://www.slideshare.net/claudiadutra/recursos-de-pesquisa-na-web-presentation. Data e hora de acesso: 14/02/2010, às
16 horas.
Projeto Bullying: a síndrome da humilhação
Plano de Realização
1. Definição e caracterização do
problema (teórico e/ou prático)
Incidência
crescente de casos de bullying nas turmas do Ensino Fundamental-6º ao 9º da
Escola Estadual Professor Manoel gentil do Vale Bentes (cada vez mais crianças
e adolescentes são humilhados na sala de aula).
2. Objetivo principal
Tomar
consciência do bullying e seus efeitos, buscando formas de prevenir e combater
este problema na escola.
3. Objetivos específicos
(i)
Reconhecer o bullying como uma forma de violência física e moral comum na
escola.
(ii)
Destacar o ciberbullying como uma agressão ainda mais bárbara que o bullying
tradicional.
(iii)
Refletir sobre os efeitos (físico, moral e material) do bullying na vida das
crianças e adolescentes.
(iv)
Implementar ações educativas de prevenção e de combate ao bullying no cotidiano
escolar.
4. Conteúdos curriculares e
disciplinas envolvidas
Língua Portuguesa e Redação: Leitura, análise e produção de
textos impressos e virtuais;
Matemática: Tabelas e gráficos;
Ciências: Saúde e bem-estar: o bullying e seus
efeitos colaterais (estresse, depressão, transtorno do pânico, etc.);
História: Origem do bullying e do
ciberbullying;
Geografia: Políticas públicas de combate ao
bullying;
Arte: Cartazes de alerta;
Ensino Religioso: A ética e o bullying: valores
humanos em ação;
Inglês: Tradução da música “Jeremy”, de
Pearl Jam.
5.
Plano de ações
Ação 1
Descrição:
Buscar informações na Internet, nos jornais e nas revistas sobre o bullying e o
ciberbullying na escola.
Tempo
previsto: 1 semana
Atores
envolvidos: Alunos e professores do Ensino Fundamental.
Subproduto:
Fórum para socialização das informações.
Ação 2
Descrição:
Exibição de vídeos sobre a prática de bullying nas instituições escolares.
Tempo
previsto: 1 semana
Atores
envolvidos: Alunos e professora de Redação
Subproduto:
Produção de texto tendo como referência o conteúdo dos vídeos.
Ação 3
Descrição:
Aplicação de questionário-diagnóstico dos casos de bullying nas turmas de 6º ao
9º ano.
Tempo
previsto: 1 semana
Atores
envolvidos: Alunos e professores de Matemática
Subproduto:
Construção de tabelas e gráficos – Apresentação do resultado.
Ação 4
Descrição:
Leitura e análise de versos populares que tratam do bullyng e/ou questões
afins.
Tempo
previsto: 1 semana
Atores
envolvidos: Alunos e professores de Língua Portuguesa
Subproduto:
Produção de literatura de cordel enfocando as características do bullying na
escola.
Ação 5
Descrição:
Leitura e discussão – Histórico do bullying e ciberbullyng
Tempo
previsto: 1 semana
Atores
envolvidos: Alunos e professores de História
Subproduto:
Elaboração de linha do tempo
Ação 6
Descrição:
Leitura e reflexão – Saúde e bem-estar: bullying e as conseqüências para a
saúde psíquica (estresse, depressão, síndrome do pânico, etc.)
Tempo
previsto: 1 semana
Atores
envolvidos: Alunos e professora de Ciências
Subproduto:
Elaboração de cartilha ilustrada (6º e 7º anos) e PowerPoint Anti-bullying (8º
e 9º anos)
Ação 7
Descrição:
Exibição de slides de diferentes imagens de bullyng (Google)
Tempo
previsto: 1 semana
Atores
envolvidos: Alunos e professora de Arte
Subproduto:
Elaboração de cartazes alertando sobre bullying na escola
Ação 8
Descrição:
A ética e o bullyng: valores humanos em ação
Tempo
previsto: 1 semana
Atores
envolvidos: Alunos e professora de Ensino Religioso
Subproduto:
Produção de Mini-dicionário dos valores humanos
Ação 9
Descrição:
Bullying e Educação física – trabalhando as diferenças através de jogos
socioeducativos e dança
Tempo
previsto: 1 semana
Atores
envolvidos: Alunos e professores de Educação Física
Subproduto:
Construção de trilha anti-bullying / Apresentar uma performance
(cantando/dançando) da música “We are World” ou outra semelhante.
Ação 10
Descrição:
Políticas públicas de combate ao bullying e ciberbullying
Tempo
previsto: 1 semana
Atores
envolvidos: Alunos e professora de Geografia
Subproduto:
Entrevistas com pais, educadores e/ou autoridades da comunidade gravadas em
vídeo.
Ação 11
Descrição:
Tradução da música “Jeremy” de Pearl Jam
Tempo
previsto: 1 semana
Atores
envolvidos: Alunos e professora de Inglês
Subproduto:
Produção de paródia
Ação 12
Descrição:
Palestra – Bullying: a síndrome da humilhação
Tempo
previsto: 1 semana
Atores
envolvidos: Pais de alunos, diretores e coordenadores
Subproduto:
Fórum de discussão e socialização
Obs. A
palestra poderá ocorrer concomitante a outras ações.
6. Tempo total de realização do
Projeto
11
semanas – De 24 de agosto a 13 de novembro
7. Material e suporte necessário
Textos
impressos, Laboratório de Informática, Sala de Vídeo e Áudio, CD player, DVD,
Data Show, Retroprojetor, cartolina, máquina fotográfica e/ou celular com
câmera.
8. Fontes de Pesquisa
Pesquisas
na Internet, jornais, revistas, vídeos, músicas, troca de informações,
entrevistas.
9. Formas de avaliação (ao longo do
projeto e ao final do projeto)
A
avaliação será pautada na observação criteriosa das atividades desenvolvidas em
grupo, individual e coletiva, devendo os aspectos qualitativos sobrepor os
quantitativos. Este projeto constitui um dos instrumentos de avaliação
referente ao II semestre, podendo o aluno obter até 10 pontos em cada
componente curricular.
10. Produto Final
O fechamento do projeto será marcado
pela realização de um fórum de socialização final, cuja finalidade é divulgar os trabalhos mais relevantes
de cada turma, fortalecendo a discussão sobre o bullying na escola.
Atividades para o fórum de
socialização final:
Referencias
Bibliográficas
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATOLICA DO
RIO DE JANEIRO -PUC/Rio. Coordenação
Central de Educação à distância – CCEAD. Projeto Pedagógico: Texto, Imagem e
Som. Especialização
em Tecnologias da Educação. Maceió, 2010. Disponível em: http://www.proinfo.gov.br.
Revista
Nova Escola. Ciberbullying. Edição
junho/julho 2010, pág. 66. Ed. Abril: São Paulo.
FACULDADES DA FUNDAÇÃO DE ENSINO DE MOCOCA –
FaFEM. Pequeno histórico do bullying. Disponível em: www.fafem.com.br. Junho/2008.
Um olhar sobre oTrabalho com Projetos
Sabe-se que
nesse novo cenário educacional a demanda de informações exige uma nova
concepção de ensino e aprendizagem que redimensiona o papel do professor,
frente aos desafios impostos por uma sociedade amplamente tecnológica.
Para contrapor
com essas mudanças surge uma nova perspectiva pedagógica: A Pedagogia de Projetos, que por sua vez passa a ser considerada
pelos educadores como um caminho coletivo a ser percorrido em favor do
construcionismo. Mas como definir um projeto e como implementá-lo na escola?
Ao debruçar-me
no texto Pedagogia de projeto: Fundamentos e Implicações, notei que o conceito
de projeto trazido pela autora pressupõe o sentido de “projetar” algo que se
deseja tornar real, partindo de uma necessidade diagnosticada. O documento de Prado
(2001) ressalta ainda que
O trabalho por projetos potencializa a integração de
diferentes áreas de conhecimentos, assim como a integração de várias mídias e
recursos, os quais permitem ao aluno expressar seu pensamento por meio de
diferentes linguagens e formas de representação.
Como se vê, o
trabalho por projetos possibilita o desenvolvimento de aprendizagens
significativas partindo de uma problemática evidenciada pelos alunos. A conexão
com outras áreas de conhecimento e consequentemente com diferentes recursos
midiáticos é uma metodologia que enriquece a prática pedagógica, uma vez que
tanto professores como alunos podem mobilizar esses meios tecnológicos para
(re) contextualizar as ações alargadas na escola de maneira prática, coletiva e
reflexiva.
A pedagogia de
projetos já é bastante utilizada nas instituições escolares e o que se percebe
com essa prática é uma crescente motivação que reforça a participação dos
alunos nas atividades escolares, melhorando a propriedade didática nas escolas.
A atuação do educador e a integração de mídias no contexto escolar
As ideias e concepções que
se abrem na temática Integração de Mídias na Escola através dos
conteúdos do módulo Mídias na Educação: a prática do formador serviram para
intensificar as reflexões sobre as novas
formas de ensinar e aprender[1], bem como de se
relacionar com o conhecimento e com o mundo. Esta nova realidade pedagógica tem
como desafio majoritário encontrar as formas mais adequadas de conexão entre
mídia e educação num contexto significativo de construção de conhecimento. O
módulo, ao aboradar a Visão Educacional sobre as TIC, trouxe com muita
pertinência a fala de Almeida:
... não se pode esperar que as
tecnologias da informação e comunicação funcionem como catalisadores dessa
mudança, uma vez que não basta o rápido acesso a informações continuamente
atualizadas nem somente adotar novos métodos e estratégias de ensino e de
gestão. (ALMEIDA, 2001, p. 41)
Nessa perspectiva,
gostaria de pontuar três aspectos
urgentes e necessários para desenvolver um trabalho pedagógico
integrando as mídias no contexto da escola. Em primeiro plano, quero destacar a
questão da formação dos educadores como aspecto importantíssimo, sobretudo, no
que se refere à utilização didática dos recursos midiáticos, que deve ser
pautada no desenvolvimento de conhecimentos técnicos e pedagógicos, conforme
pontua Valente (2005)[2]. Segundo suas
aferições, não é possível conceber uma proposta de trabalho significativa com
as mídias, dominando apenas os saberes técnicos, do mesmo modo que não é viável
fazer uma abordagem metodológica relevante sem o domínio técnico das mídias. É
necessário pensar criticamente a formação do professor antes até de concretizar
a aquisição de novas mídias e tecnologias para a escola. Isto porque é comum
encontrarmos nas instituições públicas laboratório de informática com computadores sucateados ou, quando não,
amontoados sem nenhuma utilização pedagógica.
No entanto, se a escola já
conta com educadores habilitados ou em processo de formação técnico-pedagógica
para utilização desses recursos no fortalecimento do ensino e aprendizagem, é o
momento da equipe escolar pensar numa proposta fundamentada na pedagogia de
projetos, conforme ressalta Almeida (2001)[3],
pois uma sequência didática realizada por este ângulo favorece o trabalho
coletivo e potencializa as competências do educando. Além disso, de acordo com
o conteúdo do módulo, o trabalho com projetos propicia a integração entre
conteúdos das diversas áreas de conhecimento, bem como entre as várias
tecnologias, velhas e novas mídias, disponíveis no contexto da escola.
Por fim, outro aspecto,
não menos importante, dentro desta perspectiva pedagógica de utilização das
mídias no contexto escolar é o planejamento do trabalho educativo. Segundo
Prado (2001)[4], o
significado da integração das mídias com enfoque pedagógico encontra-se pautado
em princípios educacionais. De acordo com suas ideias, além de conhecermos as
especificidades dos recursos midiáticos é necessário incorporá-los nos
objetivos didáticos do professor focalizando o enriquecimento da aprendizagem. É
possível inferir que questões como: “O QUÊ?”, “COMO? e “POR QUÊ?”devem nortear
o planejamento do professor no tocante ao uso das mídias e novas tecnologias,
devendo estar alinhadas ao projeto político pedagógico da escola. Antecipar a
finalidade didática em torno do objeto cognoscível fortalece a aprendizagem que
se constrói com intervenção do professor e participação ativa do aluno numa
visão crítica e democrática.
Em suma, não é plausível
negar a presença intensa das mídias e tecnologias no contexto escolar como não se
deve omitir a necessidade de integrá-las ao processo educativo, pois alunos e
professores estão submersos num mundo cibernético cujos meios tecnológicos
fazem parte de suas vidas. E a escola precisa fazer dos avanços tecnológicos um
trampolim para a aquisição e mobilização de diversos conhecimentos em favor dos
avanços cognitivos.
[1] Idéia refletida da obra de MORAN, José Manuel,
MASETTO, Marcos e BEHRENS, Marilda. Novas Tecnologias e
Mediação Pedagógica. 15ª ed. Campinas: Papirus, 2009, p.11-65.
[2] VALENTE, J.A. Pesquisa,
comunicação e aprendizagem com o computador. O papel do computador no
ensino-aprendizagem. In: ALMEIDA, M.E.B. de MORAN, J.M. (Org.). Integração das
tecnologias na educação. Secretaria de Educação a Distância. Brasília:
Ministério da Educação, Seed, 2005.
[3]
ALMEIDA, Maria Elizabete Bianconcini.Professora
do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo e do Departamento de
Ciência da Computação da PUC/SP. Consulta realizada na Web em 22.10.2009: http://www.tvebrasil.com.br/salto/livro/1sf.pdf.
[4]
PRADO,
Maria Elisabette Brisola Brito. Pesquisadora do
Núcleo de Informática Aplicada à Educação Nied-unicamp Doutoranda em Educação –
PUC-SP. Consultora desta série. Consulta realizada na Web em 22.10.2009: http://www.tvebrasil.com.br/salto/livro/1sf.pdf.
Como fomentar o uso das mídias TV/Vídeo nas escolas?
A televisão é um instrumento de potencial visual
e narrativo surpreendente, capaz de favorecer entretenimento, informação,
socialização de fatos em todo o mundo e com o poder de influenciar pensamentos
e atitudes. O vídeo, recurso estreitamente ligado a televisão, favorece a
possibilidade do controle de escolha do tema e do tempo para sua exibição.
Os exemplos de utilização desses recursos na
prática pedagógica como ferramentas
são os mais variados (aplicá-lo nas diversas áreas do conhecimento com
critérios e objetivos próprios; provocar o debate ou sensibilização sobre um
tema ou problemas sociais; como ilustração do tema estudado; entre outros) e propiciam
uma aprendizagem critica e criativa. Acredito que sabemos a forma, por isso
nosso desafio é contagiar a todos com uma nova postura entre o planejamento e a
execução da prática educativa, onde faremos uso de tudo que estiver ao nosso
alcance a fim de garantir o sucesso desejado.
Analisando um programa de Tevê
Situando...
A televisão que surgiu no
Brasil na década de 50 trouxe uma multiplicidade de programas que adentra
livremente os lares de milhões de brasileiros conquistando teventes de
diferentes faixas de idade. Com a disseminação e a digitalização dessa mídia, o
mercado capitalista e frentes ideológicas ganham mais espaço pelo mundo afora
se consolidando na sociedade globalizada.
Com base nas leituras
relevantes da disciplina Mídia, Cultura
e Sociedade que trouxe um panorama de conteúdos sobre conceitos, produção e
distribuição de mídia, culminando nos estudos de recepção onde cabe de forma
bastante pertinente a análise de um produto midiático. Assim sendo, o foco
fundamental deste trabalho é a apreciação de um programa de tevê, a saber: Domingão do Faustão.
O Domingão do Faustão é um
programa de auditório veiculado pela Rede Globo de Televisão tendo como
apresentador o excêntrico Fausto Silva. O programa está no ar desde 1989 e é
exibido aos domingos, das 18h às 20h45 (três horas e quarenta e cinco minutos
de duração). A equipe de direção é constituída por: Jayme Praça (direção de
produção) Ulysses Cruz, Angélica Campos, Henrique Matias, Adriano Ricco, Márcio
Trigo, dentre outros.
Foi criado, inicialmente,
pela necessidade de competir com o Programa Sílvio Santos, do SBT (Sistema
Brasileiro de Televisão), até então líder de audiência nas tardes de domingo.
Hoje conquistou a melhor pontuação e é líder de audiência até o momento.
Algumas aberturas se destacaram ao longo de sua evolução. Dentre elas a que
Faustão aparece falando e saíam vários objetos de sua boca. Após algum tempo
não houve mais aberturas, o cenário muda e há sempre a estréia de novos
quadros.
O programa é considerado livre
para o público em geral, visto que a natureza dos conteúdos se desdobra em
entretenimento cultural. Os blocos se distendem em diferentes quadros que, na
versão atual do Domingão, se destacam: Dança
dos Famosos, Vídeo Cassetada, Maratoma, apresentação de intérpretes musicais ao
vivo, etc. Na maioria dos quadros, o programa conta com a participação de
artistas da própria emissora. O balé do Domingão e uma banda que toca música ao
vivo são marcas registradas e acompanham o apresentador desde o início. A
premiação Melhores do Ano, que contempla
artistas que mais fizeram sucesso na teledramaturgia e no telejornalismo
globais, na música e nos esportes, também compõem o programa do Faustão.
Nesse panorama, o programa
trata de uma diversidade de atrações culturais que envolvem números artísticos,
dança, música, entrevista, humor, olimpíadas e muita falácia do apresentador
que se perfila como um comunicador ilimitado. Embora as atrações queiram
ressaltar a arte e a cultura da sociedade brasileira, elas trazem subjacente o empenho
da emissora em administrar a audiência e promover os artistas que fazem a maior
rede de televisão brasileira. Isto pode ser evidenciado no quadro Dança dos
Famosos e no quadro olímpico Maratoma, cujos participantes são artistas da
Globo, principalmente atores, já que o carro-chefe da mesma são as telenovelas.
O conteúdo desenvolvido na
programação é destinado a todo e qualquer espectador, no entanto percebe-se uma
maior apelação ao público com melhor prestígio social, haja vista que há um
excesso de preocupação na produção de quem vai aparecer na telinha da emissora.
Subentende-se que por traz do clima descontraído do apresentador há mensagens
ideológicas que reforçam o preconceito social. Basta observar que classe social
tem mais espaço em seu programa. Não é qualquer um que se apresenta no Faustão.
Recentemente, foi dado um pequeno espaço para cantores gospel, mas já há quem
comente que tudo isso não passa de uma estratégia para se retratar de
comentários inoportunos de profissionais da rede para com a sociedade
evangélica.
Como todo programa
veiculado, o Domingão do Faustão tem pontos positivos e negativos. De um lado
sobressai a alegria possibilitada pelo espetáculo de seus quadros; do outro,
advém a necessidade de ser um espectador de senso crítico diante do material
propagado, uma vez que este costuma vir recheado de valores. Uma coisa bacana
do programa é a inibição do apelo sexual expresso na exploração da figura
feminina que se vê por aí. O mesmo não se vê na postura do apresentador, pois
além de passar a imagem de uma pessoa mal-educada pelo hábito de interromper a
fala dos seus entrevistados, também extrapola nos comentários com convidados e
até com colegas da emissora, inclusive isso já rendeu um processo por danos
morais ao ridicularizar um de seus câmeras, com a expressão: “O homem que não
sorri”.
Conforme já foi ressaltado
anteriormente, o programa configura o entretenimento, e o humor irônico do
apresentador que antes se desfalecia em palavrões do tipo “porra meu” hoje
busca uma linguagem mais acentuada, unindo o modelo coloquial com mesclas da
linguagem padrão. Reportando-se às brincadeiras “engraçadas” que acompanha o
apresentador em sua trajetória, pode-se observar as características da
linguagem utilizada: "Igual
o teu marido aí no sofá deitado e roncando com a lata de cerveja na mão
coçando...". Como se vê, nem o público de casa escapam das brincadeiras.
Ou “... o nariz do Caçulinha..." se referindo ao tamanho do nariz de um
dos câmeras. As imagens são instigantes e criativas, muito mais agora com o
advento da tevê digital que investe na qualidade das imagens e do som.
Considerando o exposto e a percepção que eu tenho acerca do
programa, gostaria de enfatizar que no momento o público brasileiro não tem
boas opções de programas para as tardes de domingo. Se a gente pende para o
canal A, deparamo-nos com o explícito apelo sexual tendo a mulher como objeto
de desejo; se o fazemos no canal B, esbarramos com a falta de criatividade da
emissora que exibe a mesma programação há décadas. Desse modo, ainda fico com o
Domingão do Faustão que mesmo com seus percalços ainda oferece o que há de
melhor nas tardes dos domingos. Por isso, minha nota é 7,0 (sete) e
recomendaria a outras donas de casa que assim como eu buscam apreciar a beleza
que há na cultura brasileira. Para que esse programa viesse atingir o nível
esperado, sugeria que fossem dadas maiores oportunidades as classes mais
abastadas e, sobretudo, que a linguagem do apresentador fosse pautada na ética
e no respeito com todos indistintamente.
Concluindo...
Ao ouvir a opinião de algumas pessoas, dentre elas jovens, sobre o
Domingão do Faustão, foi notória a convergência entre as respostas. Embora
assistam regularmente a programação, não deixaram de emitir abertamente as suas
percepções sobre a qualidade do que assistem. Foram unânimes em criticar a
postura do apresentador que arranca risadas do público ridicularizando o ser
humano, como também sugeriram a investidura em quadros populares, para que a
massa possa participar e mostrar os seus talentos.
REFERÊNCIAS
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATOLICA DO
RIO DE JANEIRO -PUC/Rio. Coordenação
Central de Educação à distância – CCEAD. Mídia, Cultura e Sociedade. Especialização em Tecnologias da
Educação. Maceió, 2010. Disponível em: http://www.proinfo.gov.br.
Site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Televisão_no_Brasil.
Acesso em: 29/06/2010, às 10 horas.
Site:http://domingaodofaustao.globo.com/
. Acesso em 27/062010, às 15 horas.
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