Sabe-se que a Internet vem configurando novos espaços
de ensino e aprendizagem e que, nesses moldes de educação, a função do
professor e do aluno ganha novas dimensões. O dilúvio de informação nas
plataformas da Web demanda sujeitos cuja
formação contemple a construção de uma postura crítica e autocrítica diante da
abundância de informações disponíveis e seus usos.
Claro que não se deseja
aqui esgotar a discussão sobre a funcionalidade do World Wilde Web (WWW), e sim promover reflexões significativas
acerca do real uso dessa ferramenta e de como ela pode ser aplicada à educação
sem necessariamente constituir um lugar de plágio. Através do exercício da
autoria que hoje se apresenta no modelo colaborativo, a exemplo da Wikipédia, é possível utilizar o
computador e a Internet para produzir textos, imagens, áudios e filmes, podendo
acessar, simultaneamente, várias interfaces. Com isso, o internauta assume os
papéis de leitor, autor e/ou co-autor, não só fazendo download como também upload.
É
preciso lembrar que a cópia não é uma prática exclusivamente da internet, mas sim um saldo do modelo de
educação tradicional. Há alguns anos o ato de copiar se dava nas enciclopédias
e livros, pontuando uma educação marcada pela reprodução do conteúdo. Pelo que
se vê esta prática ainda insiste em cristalizar-se, revelando o despreparo do
aluno em transformar informação em conhecimento. Saber tratar a informação e adquirir
fluência tecnológica[1]
constitui as habilidades mais notáveis deste século e a escola precisa estar à
frente destes conhecimentos. Observemos o que é proferido por Demo (2008) no
texto Habilidades do século XXI: “o atraso da pedagogia é astronômico, o que
não lhe permite direcionar a tecnologia; ao contrário, fica a reboque dela.”
Em
síntese, faz-se necessário preparar o professor para um ensino mediado pelas
tecnologias, sobretudo a Internet, para que o aluno nativo dessa sociedade
virtual não seja ejetado de seu próprio mundo devido à negação de uma realidade
que não há como ignorar. A clareza na proposição de atividades e a criação de
ambientes interativos (que faz parte do cotidiano do aprendiz) podem configurar
mecanismos pedagógicos capazes de inibir o plagiato e encaminhar o sujeito à autoria
e co-autoria de saberes diversos.
REFERÊNCIAS
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATOLICA DO RIO DE JANEIRO – PUC-Rio. Coordenação
Central de Educação à distância - CCEAD. Projeto
Pedagógico Ferramentas de Autoria [aulas online]. Curso de Especialização
em Tecnologias da Educação. Rio de Janeiro: CCEAD PUC-Rio, 2009. Disponível em: http://eproinfo.mec.gov.br/ Acesso em: 22/08/2010.
DEMO, Pedro. Habilidades do Século XXI, Boletim
técnico do Senac, Rio de Janeiro, v. 34, n.2, maio/ago. 2008. Disponível em: http://www.senac.br/BTS/342artigo-1.pdf
Acesso em: 22/08/2010.
[1]
Constitui habilidade mínima de “digitar texto, navegar a Internet, conhecer
comandos repetitivos, mas igualmente como empreitada rebuscada de dar conta de
empreitadas não-lineares interpretativas, nas quais a postura é de sujeito
participativo e reconstrutivo.”
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